As Magias de Espada
-O que foi? O que aconteceu?-indagou Dantes, vendo os rostos tristes de Wiegraf, e do homem.
-Bom, o que eu tenho pra falar pra você não é muito bom, Rei Dantes.-disse o homem.
-Como, assim, Rei, Admastor?-perguntou Dantes.
-Bom, seu pai estava lutando bravamente, mas um soldado do Exército Negro, apareceu por trás dele, e usou a Bastek(Morte Súbita).
-Entendo.-disse Dantes, um pouco com os olhos vermelhos.
-A espada que esse seu amigo segurava, era a espada de seu pai, a Katana da Boa Luz . Ela será passada a você Dantes.- e ele pegou a espada e a passou para Dantes.
-Obrigado.
-E você- disse ele, se dirigindo a Wiegraf- venha comigo.
E saiu andando. Wiegraf se despediu de Dantes, que estava chorando pela morte do pai, e saiu atrás do homem. Eles passavam por corredores iluminados apenas por algumas velas, que tinham uma distância de três metros uma da outra. Havia escadas sombrias pelas quais eles desciam. Era noite, pois Wiegraf percebeu que havia janelas, mas elas estavam escuras.
-Você é amigo de Dantes-começou o homem- eu sou Admastor. Dantes não te traria aqui apenas porque é amigo dele. Por que ele te trouxe aqui?
-Ele me trouxe porque eu vi um cavaleiro vestido de preto, matando quatro cavaleiros vestidos de branco.
-Como assim?
E Wiegraf contou a ele tudo o que aconteceu. Depois de ouvir atentamente, Admastor conclui que o poderoso Senhor da Espada Infernal estava atacando os agentes de Daster no planeta Terra.
-Ele foi sozinho para lá, exterminar os nossos agentes.
-E por que?
-Porque ele quer dominar o planeta Terra também. Ele quer ser dono de dois mundos, e poder derrotar o irmão dele, o Senhor da Espada Branca, que é o dono de Júpiter.
-Mas porque ele faria isso?
-Isso é uma briga muito antiga, mas isso não importa. Estamos em guerra, e como você está aqui, eu devo lhe ensinar a lutar, caso precise.- E sem dizer mais nada, Adamastor foi conduzindo Wiegraf para uma imensa porta de madeira.
-Espere aqui.- ordenou a Wiegraf, e entrou na sala. Depois, ele saiu com uma adaga com a bainha azul, com o punho vermelho.- Esta sera a sua espada. Por nao ser muito poderosa, ela não tem nome. Venha comigo e eu te ensinarei a controlar as magias de espada.
Eles desceram uma escada em espiral, e chegaram a um local onde havia muitos bonecos de madeira em pé.
-Agora vou te ensinar a transformar a espada. Segure-a e diga Transmutes.
Wiegraf o fez. A pequena adaga transformou-se numa espada de porte médio.
-Retire-a da bainha.
Wiegraf segurou a bainha roxa, e viu sua espada de lâmina branca, com um pequeno tom amarelado.
-Sabe manipular?
-Claro que sei!-disse Wiegraf entusiasmado.
-Então destrua aquele boneco com um só golpe.
-Não exagera. Eu não sou como você, que vive destruindo os outros. Eu sou do bem.
-Humpf. Eu não sou "do mal". Esses terrestres...- e transformou a própria espada. Transformada, a espada dele era gigante, com uma lâmina reta, branca, com uns 20 cm de largura, uns 130 cm de altura e uns 2,5 de espessura.
-Gostou da minha espada?
-Muito legal!-disse Wiegraf, admirado.
-Então veja isto.- E golpeou o boneco mais próximo.
Depois de dois segundos, o boneco caiu no chão.
-Analise aquele boneco, Wiegraf.-ordenou Adamastor.
O garoto olhou curioso o bonco caído. Ele tinha um corte no rosto, um no tronco, um em cada braço, e um em cada perna.
-Puxa, como você fez isso Adamastor?
-Usei uma magia da minha espada. Ela é especializada em magias de combate.
-E a minha é especializada em quê?
-Em nada. Ela é uma espada balanceada.
-Hmm... Mas como você conseguiu fazer isso sem gritar as palavras mágicas?
-Bom, eu...-e Adamastor foi interrompido por um grande estrondo.- Não temos tempo para conversar agora, venha!- E saiu correndo escada acima, com Wiegraf o seguindo. Aquele seria o dia mais impressionante da vida de Wiegraf.
Continua...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
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